por Karimme Silva
Em passos curtos, porém rápidos, surge um alter ego feérico. Surge o encontro seres arquetípicos pelo caminho, que tomam aos poucos pelas mãos e levam a um universo mítico e cheio de segredos. Este universo se desenha com pétala de flor da mata: a doçura vermelha envolta em espinhos. Selva.
Para além do bom e do mal, a missão é contar histórias. A conta-ação.
O conto, que por encanto, surge em cada conto e em cada canto.
As figuras que se desfiguram, entre cartas e palavras. Entre gestos e ações. Entreatos.
Cada qual traz um emblema, sendo destrinchado todos os dias. Da caixa para a rua, as feras se recompõem, se decompõem. O arcabouço multiverso surge, em meio ao caos social, a loucura sã e a ordem desordenada. O som vem, enquanto natureza, enquanto espaço urbano, enquanto limbo do silêncio. Perifeéricos é o universo que me percorre com calma, mas com a certeza de ganhar espaços além das histórias das ruas. Entra com os rituais, energias imagens, sinestesias e compreensão da arte teatral em um outro plano. Como dizem os feéricos mais antigos, somos obreiros e ao mesmo tempo aprendizes. Somos jogados, somos jogadores.
Eis aqui, em verso e prosa, a Era Feérica.